Olá pessoal, estamos de volta com a segunda parte sobre a pesquisa mercadológica. Hoje vamos ver a parte de montagem de uma pesquisa, quais os passos e erros mais comuns cometidos por quem realiza pesquisas.
A pesquisa deverá responder às seguintes questões fundamentais:
Quem? (descreve o consumidor)
Qual? (mostra quais produtos ou serviços atendem às necessidades)
Onde? (indica em que local o consumidor faz suas compras)
Quando? (define o período/horário de compra e recompra – sazonalidade)
Quanto? (aponta a quantidade adquirida, qual o formato e acondicionamento)
Como? (revela que utilização é feita do produto ou serviço)
(COBRA, 1992).
Alguns passos são fundamentais para se conseguir fazer um bom planejamento de pesquisa. São eles:
1 – Definir o problema da pesquisa.
2 – Planejar a pesquisa (definir fonte de dados, metodologia, amostragem, tipo de questionário…).
3 – Coleta de dados (trabalho de campo).
4 – Análise e interpretação dos dados (tabulação e processamento).
5 – Resultados (análises e apresentações).
E onde conseguir estes dados? Podemos começar por dados secundários (já coletados por outras fontes e tabulados). Exemplos que podem ser citados aqui: jornais, periódicos, revistas, relatórios do governo, anais de congressos, livros, etc…
E os dados primários? São aqueles coletados pelo pesquisador. Estes dados são coletados na fonte, diretamente onde queremos obter dados que sejam úteis ao entendimento do problema que estamos tentando resolver. Estes dados podem ser coletados por observação (do consumidor, da concorrência) ou por entrevistas.
Existem várias classificações para pesquisas de mercado. BOYD e WESTFALL (1978) apresentam suas classificações:
Pesquisa de oportunidade de venda
Pesquisa de produto
Pesquisa de mercado
Já LAKATOS e MARCONI, 1992 dividem as pesquisas em:
Pesquisa exploratória (procura descobrir novas relações)
Pesquisa descritiva (destina-se a descrever as características de uma determinada situação)
Pesquisa experimental (destina-se a testar hipóteses específicas, isto é, testar idéias-tentativas de relações).
Existem vários outros autores que possuem diversas definições dos tipos de pesquisa, mas em muito se parecem, dependendo assim do pesquisador a definição de selecionar a mais adequada a resolver seu problema de pesquisa.
Um fato muito importante de se lembrar é que a pesquisa de mercado é como uma fotografia do ambiente. Quanto mais tempo se passa, mais o ambiente muda. Hoje em dia sabemos que as mudanças são velozes e profundas. Manter a pesquisa na gaveta para posterior análise seria uma falha muito grave para a organização.
As pesquisas podem se dividir entre qualitativas e quantitativas, sendo as características mais comuns:
Qualitativas:
Maior profundidade que as quantitativas.
Preocupam-se com o significado e não com os números
Amostras pequenas
Baixa confiabilidade
Quantitativa:
Amostras maiores
Uso de questionários com opções de resposta
Resultados quantificáveis
Uso de entrevista pessoal muito comum, mas também pode ser utilizada por e-mail, serviço postal e telefone.
Apresentação dos resultados em forma de gráficos e tabelas.
Pode-se utilizar softwares para ajudar na tabulação dos dados.
Por hoje é isso pessoal. No próximo post estaremos escrevendo sobre as técnicas de pesquisa mais comuns de ambos os tipos (qualitativas e quantitativas). Não deixem de nos acompanhar e comentar. Sua opinião é muito valiosa e o blog também é seu. O conhecimento só se constrói quando você participa.
Até a próxima semana!
Erick Pereira – Criativos do Marketing













