Marca: o poder, a força e o mind share.

•20/08/2009 • 4 Comentários

Marca. Um atributo ligado à representação de um produto, serviço, organização, entidade, que pode representar na mente do consumidor se algo é bom ou não, se possui ou não qualidade, entre várias outras percepções.

Quando falamos em marcas, podemos dizer que o processo de construção de uma marca não é uma coisa que acontece do dia para a noite. É um processo lento, que requer empenho e investimento, e até algumas vezes todo este esforço não surte o efeito desejado, fazendo com que o consumidor não tenha a percepção da marca conforme o planejado pela empresa. E marca tem tudo a ver com uma coisa que estudamos muito dentro do marketing: posicionamento.

Posicionar um produto é trabalhar estratégias para fazer com que o mesmo seja percebido de alguma forma pelo mercado consumidor. Um produto “caro” ou “voltado à elite” é percebido desta maneira devido às estratégias de posicionamento, seja pelo preço, seja por localização, seja pela segmentação. Desta forma, eu posso “entender” (visualizar/perceber) quais produtos/serviços são voltados à minha realidade (classe social/renda/facilidade de acesso e formas de pagamento) de acordo com a forma que a marca e outros atributos deste produto/serviço são trabalhados no mercado.

Marcas 1

Uma marca tem o poder de influenciar as pessoas em uma compra? Definitivamente sim. A marca é um dos ativos intangíveis de diversas empresas e isto tem muito peso quando falamos em referência. Existem marcas que são tão fortes que se tornam referências, mesclando-se até com o produto! Pode-se citar alguns exemplos como o Bom Bril (palhas de aço) e OMO (sabão em pó).

A força de uma marca também pode romper as fronteiras inimagináveis do tempo. Basta observar que muita gente quando é perguntada em pesquisas Top of mind, sobre qual marca de creme dental vem imediatamente à mente, muitos citam a marca Kolynos (descontinuada nos anos 90 com a compra pela Kolgate-Palmolive), atualmente marca Sorriso.

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Por fim, uma marca bem trabalhada ganha espaço em sua mente (mind share) e na necessidade de compra de um produto/serviço, seu cérebro estará influenciando você silenciosamente a tomar partido pela marca que ocupa maior espaço na sua cabeça. Por isso muitas vezes temos preferência por um tipo de produto/serviço ao invés de outros.

O mais importante é saber trabalhar a marca no mercado. Uma situação ruim pode colocar um trabalho feito há anos em cima de uma marca ir por água abaixo. É o famoso ato de “queimar a marca”. Fazendo isso, consequentemente a imagem da empresa também é afetada e isso gera menas vendas, reduzindo o resultado esperado pela organização.

Espero que tenham gostado! Comentem! Façam sua parte na construção do conhecimento!

Um abraço!

Prof. Erick Pereira

Criativos do Marketing.

Marketing “por direito”

•07/08/2009 • 5 Comentários

O escorrer das areias do tempo comprovou que não há nada mais eficaz que uma boa estratégia de Marketing. Vender, vender, vender, assim surgiu a era do consumismo onde o lucro prevalecia ao topo das grandes organizações. Hoje a lucratividade encontra-se ameaçada por algo que para todos foi uma surpresa, a alta competitividade do mercado, que mesmo com tantos avisos, “até mesmo de Napoleão Bonaparte¹”, mostrou que não estávamos preparados e nos deparamos com produtos com preço reduzido e altamente competitivo, invadindo nossas praças e a casa de nossos clientes.

sale

Não restou mais nada além de buscar um diferencial como forma de se defender da invasão dos produtos com preço muito reduzido, ou ainda tentar de alguma forma agregar valor ao nosso produto, o qual nem sempre pode ter seu preço reduzido devido aos altos impostos e insumos produtivos relativamente caros. E quando tocamos o fundo do poço, o mundo deu uma grande volta, e o cliente que antes queria apenas preço não quer só isso, ele quer muito mais. Os horizontes apontaram para algo antigo que ficou há muito escondido: a fidelidade, um relacionamento aparentemente íntimo entre “marca, atendimento e cliente”.

Se eu fosse um pouco mais velho poderia dizer: – Lembram do tio Osni que tinha a vendinha na esquina e sabia o nome de todo mundo, o que gostavam, para que time torciam? Pois é, peguei muito pouco dessa maravilhosa época, e é claro o movimento aumentou, as cidades globalizaram-se e hoje precisamos de muito mais que isso. Precisamos de sistemas integrados a um bom atendimento visando ao máximo conhecer o cliente e oferecer nossos produtos e serviços voltados à satisfação do cliente, procurando sempre trazê-lo para nosso lado, evitando perdas financeiras e quedas no faturamento, além de lucrar com o diferencial…

O ser humano está caminhando para o perfil cosmopolita e precisa consumir, comprar, experimentar. E com a mudança no perfil de nossa sociedade atual, é necessário fazer com que estes bens cheguem às mãos destes consumidores, utilizando todas as ferramentas possíveis do marketing, para causar uma boa impressão e uma boa experiência na utilização deste bem. Cabe ao profissional de marketing saber explorar cada cantinho dessa pessoalidade cosmopolita. O mundo não gira mais em torno do lucro e da organização, gira em torno da fidelidade e da repetição de compra. É isso que gera a sustentabilidade e a longevidade empresarial.

“¹ Napoleão em sua invasão ao Rússia espionou a China e disse: – O mundo vai tremer quando este gigante levantar”

Jonathan M. Fernandes

Acadêmico da 8a. fase do curso de Administração com ênfase em Marketing – UNIDAVI (Taió)

Mídias polêmicas

•22/07/2009 • 4 Comentários

Olá pessoal, de volta com um post bem interessante sobre mídias de alto impacto. No Brasil não estamos acostumados com mídias de forte impacto (a não ser as propagandas no verso dos cigarros, a qual ao meu ver, todo mundo tira sarro), e acho que este tipo de mídia com forte impacto pode sim ajudar e muito na luta por uma causa.

Será que não seria a hora de realmente usar a mídia ao favor das causas importantes quando falamos em prevenção de acidentes de trânsito, campanhas de combate ao fumo e álcool ou ainda as famosas “engraçadas” que vemos pelo uso da camisinha durante o carnaval?

Este tipo de propaganda acima é muito interessante pelo fato de chocar. Este é o objetivo, se a propaganda nos faz refletir sobre alguma idéia, com certeza terá um impacto com um resultado positivo em quem a assiste.

Estes são apenas alguns exemplos de como deveríamos utilizar a mídia a nosso favor e acabamos não utilizando. Não que a idéia de criar propagandas com humor não dêem resultados, mas a idéia de “punição” por ter feito algo errado é muito mais forte do que a idéia de que se vc fez algo errado, se torna motivo de risada e piadinha dos outros…

Mais alguns exemplos abaixo:

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o assunto.

Abraço a todos!

Erick Pereira

Criativos do Marketing.

Relacionamento profissional

•26/06/2009 • 3 Comentários

Olá pessoal, estamos de volta à ativa para escrever sobre uma coisa muito importante no nosso dia a dia empresarial  que muito não se dão conta: o relacionamento profissional.

Muitos se perguntam: por que tantas pessoas possuem conflitos nos locais de trabalho? Por que as pessoas não conseguem viver harmoniosamente em um ambiente comum?

Quando trabalhamos com pessoas, trabalhamos com uma série de características em que uma pessoa pode ter maior afinidade ou repulsão à outra. Essas características (ego, perfil emocional, ambição, postura, ética pessoal, entre outros) podem aflorar mais ou menos, dependendo das pessoas. Quando falamos no marketing que é necessário tratar os clientes da melhor forma possível, isso também se aplica dentro das empresas. Isso porque as pessoas são diferentes e estão alí por um motivo, com um objetivo, que pode muito bem ser diferente do seu. Respeitar as diferenas, ritmo e capacidade de cada um é essencial, não adianta cobrar mais do que uma pessoa pode render, pessoas não são máquinas…

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Ainda podemos citar a educação e a paciência, que deveriam ser obrigação e hoje podem ser vistos como virtude de poucos. Antes de criticar alguém por alguma coisa, faça uma reflexão para denro de você e veja em que aspecto você pode melhorar. Isso com certeza vai lhe mostrar que você não é perfeito no que faz. Lembre-se, para quem é o melhor atualmente em alguma área, uma hora o reinado acabará…outro virá em seu lugar. Ninguém é insubstituível.

E vocês, tem pensado bastante antes de criticar alguém?

Abraço a todos e agradeço a paciência por terem aguardado a volta do blog.

Erick Pereira – Criativos do Marketing

Reformulação do blog

•24/06/2009 • Deixe um comentário

Olá pessoal, passando para avisar que em breve teremos reformulação de nosso blog. Consegui atualizar o cadastro no Yahoo Posts!, o que vai gerar um maior número de comentários.

Devido ao mestrado está bem complicado postar, mas daqui a 2 semanas as coisas acalmam e aí vamos voltar à nossa programação normal de postagens. Agradeço as visitas e comentários de todos.
Um abraço!

Erick Pereira

Criativos do Marketing

Boa páscoa pessoal!

•11/04/2009 • 1 Comentário

Olá povo! Primeiramente desejo a vocês neste post uma feliz Páscoa! Espero que tenham refletido bastante sobre vários aspectos e feito uma viagem ao interior de cada um de vocês para se tornarem pessoas melhores.
Este vai ser um post curto deixando duas perguntas: Quando a “Páscoa” comercial começou e de onde vem a história do coelho e dos ovos?

O que o Marketing tem a ver com toda essa história?

Alguém se habilita?

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Um abraço a todos!

Erick Pereira – Criativos do Marketing

*PS: Estarei participando da Automec – SP, de 13 a 18 de abril no Anhembi e vai ser complicado de postar de lá. Na semana seguinte post novo pra vcs!

4 P´s, 4 A´s, 4 C´s, 4 M´s… e o Marketing não para de se renovar.

•19/03/2009 • 4 Comentários

Olá pessoal! Voltamos esta semana para falar de alguns conceitos “novos” que aparecem de vez em quando no mundo do Marketing. Quando cursamos a Universidade somos apresentados ao conceito mercadológico dos 4 P´s (produto, promoção, preço e praça), mas conforme o tempo passa, somos apresentados a novos conceitos que podem complementar os 4 P´s, e muitos profissionais deixam passar estes “detalhes” dos outros conceitos. Vamos falar resumidamente sobre cada um deles.

4 P´s: O conceito apresentado por Mc´ Carthy é o mais tradicional utilizado por profissionais de marketing. Várias análises são realizadas a partir desses conceitos que culminam em uma identificação de vários fatores a respeito de cada “P”.

4 A´s: Este conceito é apresentado por Richers, que foi um dos primeiros no Brasil a “traduzir” a palavra marketing para mercadologia. Os 4 A´s são simplesmente a análise (identificar o mercado), adaptação (dos produtos e serviços), ativação (colocar os planos de ação em ação) e avaliação (análise SWOT e esforços realizados pela organização). Os 4 A´s são bem parecidos com o PODC, que muitos alunos aprendem em organização.

4 C´s: Um conceito bem novo (década de 90) apresentado por Lauterborn tentando “remodelar” o mix de marketing. Como haviam 4 P´s, Lauterborn decidiu “melhorar” um pouco este conceito e sugeriu os 4 C´s, que são Consumers wants and needs (necessidades e desejos do consumidor), Communication (comunicação ou promoção), Cost to satisfy (custo para satisfazer a necessidade) e Convenience to buy (conveniência de compra).

4 M´s: Este conceito visa muito mais a pesquisa do que os outros, ou seja, conhecer o mercado é o mais importante. Neste caso, os 4 M´s visam identificar oportunidades/ameaças que possam aparecer futuramente. São eles Mercado (ou a pesquisa nele), Marca (estratégias de posicionamento e administração da marca), Moeda (decisões sobre o dinheiro gasto em pesquisa, estrutura e pessoas) e Mensuração (medição de desempenho e controle).

Se compararmos estas teorias, podemos ver pequenas diferenças ou identificar de onde vieram. Mas o importante é termos conhecimento de como utilizá-los, pelo fato que existem situações onde um se aplica melhor que outro. Decisivamente, o profissional de marketing deve identificar como, quando e onde utilizar estes conceitos, sempre voltados a um objetivo comum.

Um abraço e até a próxima semana!

Erick Pereira – Criativos do Marketing